Igrejas Emanuel Pecixe

Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os
em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo
Mateus 28:19, a Bíblia
 

A primeira igreja em Pecixe foi criada em 1995 por uma equipa composta por missionários da Costa Rica. Isabel Johanning, líder do grupo; e Cesar Herrera, Eugenia Castro, assim como Henrique Adas do Brasil, e Domingos Tchuda e Fernando, da Guiné-Bissau.

Na chegada à Guiné-Bissau em Maio do mesmo ano, a equipa estabeleceu-se no centro de Bissau, numa zona chamada Barrio Militar, tendo como principal objectivo evangelizar e ajudar os necessitados. Alguns meses mais tarde, viajaram para a Ilha de Pecixe com a mesma finalidade.
 
A equipe missionária elaborou um manifesto da boa nova do evangelho de Jesus, em Crioulo, o idioma predominante na Guiné-Bissau. Eugenia teve o cuidado de enviar várias cópias através de seus companheiros missionários, para a ilha em Novembro de 1995. Ela, por sua vez, ficaria em Bissau tendo a seu cargo para cuidar a pequena Mariama, uma bebê de sete meses gravemente desnutrida.
 
O manifesto foi elaborado por meio de um pergaminho e entregue ao Regulus (Chefe) de cada uma das 50 aldeias da ilha, para ser lido aos habitantes e registada a verdade assim como, a chegada do Evangelho a Pecixe. Quando a equipa chegou à ilha, já havia um aldeão convertido a Cristo, Ocante, Regulo (governador) na aldeia de Reno. Fernando, da vila de Nangan, também convertido a Jesus, pagou um preço alto, pois sua casa foi incendiada acabando por morrer sua esposa e seus seis filhos.
 

De 1995 a 1997, Isabel Johanning, Cesar Herrera, Fernando, e Domingos Tchuda, continuaram a visitar regularmente a ilha, levando medicamentos, fazendo tratamentos, na construção de edifícios que abrigam a igreja emergente. Em 1998 tiveram de interromper as viagens, pois a guerra civil eclodiu no país. Um ano depois, em 1999, o trabalho foi retomado e César Herrera e sua esposa Paula encarregaram-se de dirigir a obra missionária na ilha até 2002.

Através deles, Edilson Rui da Silva, mais conhecido como Amán, veio a conhecer Jesus, e em 2003, quando César e Paola voltaram a Bissau, assumiu o pastorado da igreja até hoje, com 80 membros.
 
Atualmente, há uma outra igreja em uma tabanca (aldeia) chamada Umaya. Há o desejo de abrir mais igrejas em outros lugares, mas segundo Amán, o problema reside na falta de liderança, porque muitos deixam a ilha para irem estudar em Bissau, uma vez que a qualidade da educação em Pecixe é muito precária.
 
A IGREJA DE HOJE
 
Em 2011, outro missionário da Casa Emanuel, João Batista Martiniano, visitou a ilha e desde então tornou-se um importante apoio para o Pastor Amán. Sendo um apoio fundamental na expansão da pregação do evangelho nas aldeias, distribuindo Bíblias em Crioulo a novos convertidos. Assim como folhetos com a boa nova do evangelho, visitando escolas e centros de saúde para efectuar curativos e auxiliar nos partos das mulheres. "Através de seu ministério, diz Pastor Amán, a ilha sentiu o impacto do Evangelho. Hoje ele é meu companheiro para implementar o reino de Deus noutras localidades da ilha".
 
Nesta tarefa de envagelizar tem participado outros missionários da Casa Emanuel, como o Pastor Carlos Souza, a Cristina Araujo, a Maritza Alvarez, a Regina Albuquerque, o Daniel e a Janina Dinis, bem como os irmãos da igreja de Biombo, e os do Ministério Internacional Amor pela Fé (MAFI).
 
Para finalizar, não se pode deixar de mencionar todos os missionários desconhecidos que viajaram para a ilha e que muito contribuiram para a igreja em Pecixe ser implantada e enraizada.

 

ISLA PECIXE

Pecixe é uma ilha de cerca de 100 km2, com uma população de cerca de 20.000 pessoas, todas pertencentes à etnia Manjaco que significa "Eu estou chamando" e é a terceira maior do país.

No entanto, como a maioria das pessoas que migraram para Bissau, a capital do país, dada a precária situação económica, estima-se que apenas entre 4500 e 5000 de pessoas vivam actualmente na ilha. Existem 50 aldeias que são regidas pelo seu próprio Regulus, que é o governador responsável por autorizar todas as actividades que ocorrem na tabanca, como cerimónias, fanados (circuncisão) e outros. Por sua vez, a ilha tem um administrador nomeado pelo Governo.

 

Orgnización Político-Administrativa por Aldea

 

  • Regulos: (governantes) mais altas autoridades das aldeias, escolhidos por herança.
     
  • Idosos ou Ansiões grupo de idosos.
     
  • Feiticeiros: pessoas que usam poderes sobrenaturais de influenciar os outros. Eles são aliados dos régulos. Venenos de serpente são usados em rituais espíritas.
     
  • Balum: usam um manto branco sobre a cabeça, entram em contacto com os mortos.
     
  • Bapena: são pessoas que trabalham com o Irã (demónio) ou ídolos.
     
  • Ba Na Boc Liem Barse: grupo de mulheres vestindo uma capa vermelha na cabeça. Estão transmitindo mensagens e interpretam os acontecimentos.
     
  • Na Manha: grupo de cuidadores, um ídolo que é carregado por duas pessoas e tentam descobrir as causas de eventos, como por exemplo o porquê das pessoas adoecerem.
     
CERIMÓNIAS
 
As pessoas não têm a liberdade de escolher livremente participar nas cerimónias, eles têm obrigatoriamente de o fazer, exemplo disso é o fanado. Os animais sacrificados são capturados, independentemente de quem é o dono. É típico nos manjacos os sacrifícios humanos, no entanto, eles foram significativamente reduzidos devido à conversão ao cristianismo de Ocante, o principal responsável para a ilha até hoje. O último sacrifício humano ocorreu em 2000.
 
Neste sentido, podemos citar os sacrifícios de crianças recém-nascidas com deficiência, que são jogadas ao mar porque eles não são aceites.
 
A ilha é considerada excelente em receber os hóspedes, os quais são tratados com respeito, o que foi muito importante para os primeiros missionários que chegaram à ilha, pois foram autorizados a aproximar da população.

 


Contactos

Asociación Casa Emanuel (ASOCE)

Bissau - Barrio Hafia
Guinea Bissau
África Ocidental

Apartado Postal:
838-1036


Tel: (245) 66722110